quinta-feira, 28 de abril de 2016

Amigos, amigos para sempre

Per la lettura in lingua italiana, clicca qui:
Amici,amici per sempre

Entre nós a distância
Que parece infinita
Vista a possibilidade da gente se ver novamente
Inexistente porém no pensamento
Onde não existe hoje ou amanhã,
Perto ou longe,
Se assim desejamos.
Somos unidos pelas recordações
Próximos, bem próximos
Mesmo que choremos a distância
Mesmo que um abraço seja necessário
É necessário um ver-se de perto
É necessário a troca de palavras
Como na nossa ultima vez...
Não me lembro mais as palavras
Que diziamos um ao outro
Mas me lembro como a gente estava feliz
E foi o querer bem um ao outro
Que nos uniu para sempre
Basta hoje uma palavra entre nós
Que a distância parece não ter existido.

Wagney Hipólito 28.04.2016

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Manhã indecisa

A manhã de hoje me lembra as pessoas. É estranha e cheia de dúvidas, com mudanças contìnuas. Às vezes quente, às vezes fria. Enquanto limpo o piso do jardim, reflito. É realmente interessante a quantidade de pensamentos que giram pelo nosso cérebro enquanto fazemos algo que não requer tanta concentração. Várias vezes acontece de parar por um instante e me perguntar: “__Como foi que cheguei até esse pensamento?” E começo a voltar nos pensamentos até encontrar a ligação entre eles, e percebo a facilidade que temos em sair de um discurso ou pensamento principal a um secundário e neste permanecer. São como pequenas portas que abrimos, seja quando pensamos sozinhos ou falamos com alguém, por elas entramos e passamos novamente por outras que lá dentro encontramos. Somente então podemos perceber que é possível encontrar infinitos dentro de mundos pequenos. Um relógio possui somente sessenta números para uma determinada função, mas entre um número e outro existe uma infinidade de números, assim como as horas podem ter uma infinidade de significados de acordo com a percepção ou sentimento de cada pessoa. Gosto muito dos diálogos que tenho comigo. Sinto um silêncio que me acalma. 
A limpeza termina e a reflexão é interrompida. Um respiro. Um sorriso. Uma tranquilidade. Agora é partir para outra tarefa, outro encontro com a reflexão.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Reflexos de um silêncio

Per la lettura in lingua italiana, clicca qui:
Riflessi di un silenzio

Dói o silêncio da mesa
E o olhar triste do teu copo vazio
E imóvel agora
E que torna meu reflexo ainda mais triste.
Nem tua cadeira fala mais comigo
Desde o dia da tua viagem.
Talvez seja eu
Que já nao percebo alguns detalhes
Perdido fico nas folhas que leio
Das gavetas abertas no cérebro.
Ó pensamento,
Refúgio daquele que ama,
Acalma o meu sofrimento
A ausência que meu corpo sente.
O jantar está pronto. Tu não vens?
O jantar acabou e tu não vieste,
Mas pude te ver e foi bom.
Uma porta se fecha,
Uma luz se apaga,
E agora sou passos lentos na escada.
Tudo sem ti é lento demais...
O tempo não passa e já é tarde
Agora comigo o silêncio do quarto,
Cúmplice dos nossos momentos,
Onde tenho sonhos mais próximos à realidade
E de olhos abertos contemplo
Um amor que me conserva
Inteiramente feliz.
Boa noite.

Wagney Hipolito 10.07.2015

domingo, 14 de junho de 2015

Lembre-se

Per la lettura in lingua italiana, clicca qui:
Ricordati

Que uma vida de correria
Apenas em busca
Daquilo que não se encontra sem esforço
Sem choro, sem dor,
É como carregar consigo um relógio parado...
É sempre necessário um preço pelo conhecimento...

Lembre-se que não lutar
É como a lamentação das pétalas das rosas
Caídas e jamais colhidas...
É como um barco amedrontado
Atracado em frente ao mar que sempre sonhou
E jamais navegou...

Lembre-se que uma vida sem sonhos
É como viver um “papel em branco”
A caneta é a coragem que serve
Para escrevê-los na realidade
E que espera aquele necessário momento de coragem...

E não se esqueça nunca
Que cada dia é bom
Para se tomar uma decisão.

Wagney Hipolito 06/06/2015

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A Filha do Padeirinho

Padeirinho era como chamavam meu bisavô,  filho de imigrante italiano, homem muito bravo, mas nos meus tempos de criança, ele era mais frágil do que eu, a passar os dias na cama por causa dos seus problemas de saúde. "Benção, vô!". "Deus te abençoe, meu filho. Chega mais perto pra eu te ver melhor. Voce é filho de quem?" Todo dia era assim, ele já nao enxergava direito. Sua esposa, minha bisavó, ainda fazia os serviços de casa, mesmo caminhando com dificuldade. Tinha um bolinho de arroz que ela fazia que era uma delícia, nunca comi outro igual. Lembro-me dos meus bisavós com muita saudade! Mais saudade ainda eu tenho da filha do Padeirinho, essa era minha avó. Porque a saudade dela se mistura com a saudade da minha infância. Lembrar da minha avó tem gosto de carambola madura e também de manga espada! Melhor nem falar no pãozinho de sal quentinho com manteiga! 
Minha avó foi uma das moças mais lindas da cidade, até hoje quando alguém vê sua foto de casamento que meu pai tem na parede de sua casa, a admiraçao é algo esperado: "Como ela era linda!" Casou-se jovem e jovem ficou viúva, com pouco mais de cinquenta anos. Continuou sua vida pensando nos filhos. Onze filhos ela teve, oito homens e três mulheres. Amou todos eles. Teve também a dor de perder seu primogênito, quando ele havia somente quatorze anos e um coração tão fraco. 
Em várias imagens da minha infância, a casa da minha avó é sempre presente. Imagens maravilhosas cheias de risadas como a visita dos tios e primos, brincadeiras como pega-pega, pique-esconde e birosca, além de quebrar coquinho das castanhas da castanheira que havia na frente da casa. Mas imagens dolorosas também foram presentes, como quando fui derrubado e atacado na garganta pelo cachorrinho "pretinho". Mas não foi sua culpa, ele estava comendo e eu fiquei lá, perto dele. As duas vezes em que quebrei meu braço, uma foi dentro da casa e a outra do lado de fora da escola, a cinquenta metros dalì. Porém a maior tristeza foi, na verdade, a despedida do nosso avô querido, o seu esposo. Foi muito triste. 
Sendo um dos netos mais velhos, sou do tempo em que a casa era com o quintal de terra. Havia uma divisória de madeira que separava a área do pé de manga espada com a área do pé de carambola. Havia um outro pé de manga na porta da antiga cozinha e foi cortado para se construir no local. Parte da companhia de minha avó eram seus passarinhos: um casal de melro, um coleirinho e um estrelinha, além do Bob, o cãozinho que lá ficou por mais de quatorze anos, até que um dia foi pra rua e nunca mais apareceu. Bob era viciado em miolo de pão de sal. Tempos depois viriam a fazer parte das companhias um papagaio e uma maritaca.
Saudade da minha avò...
Por um ano e meio tive que morar com ela. Eu tinha onze anos. Meus pais tinham se mudado para a roça e eu fiquei com ela para poder continuar os estudos. Naquela época eu detestava feijões inteiros, mas era assim que ela sempre os preparava. Hoje, quando preparo feijões inteiros, ela está presente. Uma coisa engraçada é que ela não gostava quando eu começava a cochilar lá pelas oito da noite, estava cansado e estudava de manhã. Ela dizia que eu não era bom para fazer companhia para ela porque eu dormia cedo. A parte engraçada não era essa, era que, por causa do calmante e mais outros remédios que ela tomava, entre as três e seis da tarde ela ficava cochilando no sofá e depois perdia o sono de noite. Ás vezes, eu acordava por volta das cinco da manhã com o barulho dela lavando vasilhas na cozinha. Não é fácil conviver com o efeitos de medicamentos. Por falar em medicamentos, a imagem que ela passava era de uma colecionadora de remédios. Em cada gaveta da casa, sempre havia algum remédio. Era algo tão forte que ela já começava a nos medicar, indicando os remédios para as dores ou problemas que de vez em quando nós nos lamentávamos. Ah, minha vó, que saudade! 
Nesse período, ela também passou a dormir na casa da sua mãe, a minha bisavó. Meu tio e meu irmão, que também moravam conosco, chegavam tarde e eu ficava sozinho em casa morrendo de medo por causa dos contos de terror que os mais velhos nos contavam (por que eles fazem isso com as crianças, hein?). Ás vezes, nem ia ao banheiro de tanto medo, ficava na frente da tevê e, de vez em quando, dava uma olhadinha para a parede ou porta, imaginando que alguma assombração pudesse aparecer. Outras vezes, o medo era maior, então eu ficava na rua até tarde. 
Aconteceu também que uma vez ao chegar da escola, a encontrei preocupada, dizendo que eu deveria tomar cuidado quando brincasse no terreiro porque estava suspeitando que havia cobras por lá. Que, inclusive, havia encontrado um "buraco de cobra"."Vem que eu te mostro", me disse. Ela me mostrou o tal buraco e eu comecei a rir. "Calma, vó, isso não é buraco de cobra não. Fui eu que fiz ontem com a água da mangueira quando vim aguar as plantas". "Quer me matar do coração, menino!". Ainda bem que não pensou em me bater. 
O tempo passou e me mudei da cidade, onde passei a ir somente a passeio. Ia visitá-la sempre que podia. Mas um dia a casa foi vendida e ela se mudou da minha cidade natal. Confesso que nunca consegui superar a venda da casa da minha avó. Quando passo por lá, faço questão de vê-la, não é a mesma, foi modificada, mas eu ainda sinto ciúmes dela. É como se tivessem adquirido a casa com um pedaço da minha infância. Naquela casa tem um pedaço da história de cada um de nós, filhos, netos, genros e noras. Um pedaço de saudade.
Fui visitar minha avó em outras casas, mas era tudo diferente. 
Hoje ela não está mais entre nós, mas vive em nossos corações.
A saudade da minha vó tem a imagem da terra natal, do sorriso inocente e das lágrimas sinceras das crianças.

Wagney Hipolito 14.12.14

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Amargas lembranças de uma infância com véu

Per la lettura in lingua italiana, clicca qui:
Amari ricordi di un’infanzia col velo


Eis que o meu rosto eu escondo
Pois, o mesmo, pode ser teu próprio rosto
O rosto dele ou dela
Ou talvez de todos nós
Que temos preferido ser somente uma voz
Que fala de um silêncio do passado
Que é logo ali ao se lembrar
De um tempo quando calar
Era estar em lugar seguro,
Num mundo onde a segurança não existe,
Nem mesmo dentro de casa,
Nem mesmo no coração,
Nem mesmo em silêncio,
Seja noite ou seja dia.
Onde um falar não há valor nem credibilidade
E alimentam dúvidas que duram eternamente
“Não acreditam ou são também cúmplices, corruptos?”
Hoje é minha mente adulta a perguntar assim
Não aquela do tempo da minha inocência
Aquela inocência obrigada a conhecer a traição
Sem saber ao menos o que essa significasse
E que permaneceu no silêncio...
“Medo ou trauma?”
Hoje creio que tenha sido algo mais: vergonha
Talvez a mais adequada palavra
Vergonha do sujeito, da ação e do objeto.
“Será uma normal ação do ser humano?”
Uma resposta positiva gera ainda mais vergonha.
Por fim existe aquele que é mais vergonhoso: o autor,
O traidor perverso, tal qual um predador.
Sujeito imundo e sem escrúpulos
Que não é capaz de ser mais forte que sua própria natureza animal
Um impotente.
Consegue pois enganar, trair
Usar sua força instintiva,
Seja física ou mental,
Para atingir seu objetivo,
Não se importando com os sentimentos alheios.

Somos seres egoístas e possessivos,
Hoje posso perceber.
Lutamos continuamente contra a parte animal
Que cada um carrega dentro de si.
Mas é, todavia, essa mesma luta
Que nos transforma cada vez mais
Em seres racionais,
Pois é o exercício do raciocínio
E o domínio dos nossos desejos
Que nos tornam verdadeiramente racionais.
Entendi, então, que ser demasiadamente emotivo ou instintivo
Não contribui para um bom convívio em meio aos nossos semelhantes.
Assim sendo,
Ser racional vem a ser, portanto,
A capacidade de ponderar o nosso lado emotivo com aquele instintivo,
Adquirindo, pois, um equilíbrio no interagir com os da nossa espécie.
E como podemos considerar racional aquele que não consegue controlar os seus instintos,
Estando a mercê dos seus desejos,
E cometendo a violação daquilo que é puro, pois ainda é sem conhecimento,
Causando pois uma série de confusões mentais que podem gerar traumas
Que poderão permancecer até mesmo durante toda a vida desse ser ainda inocente?
As crianças crescem e adquirem conhecimento
As imagens não vão embora.
O quebra-cabeça é montado.
Tudo se torna mais claro na escuridão daquelas lembranças.
Eu cresci e muitos como eu cresceram também
E passamos a entender todos aqueles acontecimentos.
Poucos são os que conseguem falar,
Pois é como já explicado antes: é vergonhoso
E ao mesmo tempo fere, dói.
Estranhamente, hoje parece que dói mais que naquele tempo.
Talvez porque antes eu não entendia,
Hoje sei o que é.
Antes eu tinha medo, mas hoje não,
Porém as palavras se ditas hoje
Talvez sejam iguais àquelas que eu não disse: sem valor.
Não mudará o que aconteceu.
A vergonha, infelizmente,
Continua a mesma de antes.
Antes as pessoas tinham somente nomes para mim
Hoje sei que é mais que isso,
Sei que as pessoas podem ser identificadas
Através de dados pessoais
Sistematicamente catalogados
Mas o que elas são realmente por dentro,
O caráter de cada uma delas,
Isso não possui identidade.
Um assassino, um maníaco, um psicopata, um pedófilo ou um estuprador
Não possui um documento de identificação
E nem se nota, com muita certeza, pelo seu rosto ou seus gestos.
Pode ser qualquer um ao nosso redor,
No trabalho, na escola, no ônibus, na rua, na igreja
E ainda pior,
Dentro da nossa própria casa.
Seja através de vielas imundas e tortas
Ou a mais bela paisagem
A consciência se faz sempre viva,
É uma inevitável capacidade do ser humano.
Alguns podem me julgar pelo meu silêncio
Ou se sentirem culpados pelo seu próprio silêncio
Muitos poderão dizer hoje que jamais teriam se calado
Mas basta um olhar com um pouco mais de atenção ao nosso redor
E encontraremos uma infinidade de fatos que nem sequer nos manifestamos
Fazemos uso somente do nosso tão adorado direito de permanecer calados
Até mesmo quando se trata de se manifestar
A respeito dos nossos próprios direitos e interesses
Seja no trabalho, na escola, no ônibus, na rua, na igreja
E ainda pior,
Dentro da nossa própria casa.
A frase se repete, como se repete o ciclo da vida
E como se repetem as ações dos seres humanos
E as consequências dessas ações
Um pouco mais de atenção, um simples gesto assim,
Já poderia ser muito para mudar o curso da vida de muitos.
Um pouco mais de atenção
Seja no trabalho, na escola, no ônibus, na rua, na igreja
E melhor ainda,
Dentro da nossa própria casa.
Wagney Hipolito 01.04.2015

sábado, 28 de março de 2015

Somos

Per la lettura in lingua italiana, clicca qui:
Siamo

Uma visão, uma palavra,
um gesto, um afeto,
Um pensamento,
um minuto,
um momento
Para deixar rolar pelo rosto um lágrima,
Para sentir em minha boca os teus beijos,
Para sentir em meu corpo teu corpo.
Não é tarde para te amar
Mas é muito cedo para de ti estar longe.
Um piscar de olhos, teu sorriso
Teu doce sorriso de menina
Um sorriso que resplandece a minha felicidade
Tenho vontade
Vontade de ter o teu dom
E poder retratar teu sorriso
A tua maior obra-prima
Já é tarde
Mas o meu eu te chama
E te quer consigo
Sem jamais estar distante
Um olhar,
Um lugar,
Uma confiança
Que vai além do entendimento
Um selar de duas vidas em uma
Um dar e receber recíproco
Um amor, dois corações
Um amor puro
A purificar dois seres
Um gesto e te entendo
Um gesto apenas
E sou entendido
Pois nossa base é o amor,
A verdade, a cumplicidade,
Um cuidar um do outro
Já é tarde, o sono vem
Mas ainda dà tempo de dizer que te amo!

Wagney Hipolito 28.03.2015

Soneto do amor distante

Per la lettura in lingua italiana, clicca qui:
Sonetto dell'amor lontano

Do vento frio que hoje o meu corpo assopra
O qual a tua ausência faz sofrer pois tanto
Sinto teu perfume que meu coração toca
Sinto as minhas lágrimas se tornarem em pranto.

Quero ir devagar pelas estradas escuras
Quero ficar longe do barulho humano
Tudo sem você alguma cor não há
Dia cinza e escuro quando o sol não está

Nunca foi tão duro estar sem ti amor
É como uma tempestade que não vai passar
É como uma sede quando água não há

Vejo tudo em vão, pois sem ti é dor
Eu devo viver, mas nada há mais sentido
Então te imploro, amor, vem estar comigo!


Wagney Hipolito 26.03.2015

terça-feira, 10 de março de 2015

Soneto do reencontro

Das doces lembranças dos ventos de outrora
Tu és enfim presente , ó minha Senhora
Fiel companheira e do meu ser amante
Brilho do meu dia, meu Sol radiante.

Em tantos caminhos passei sem teus beijos
Ver-te ou tocar-te, eram meus desejos
Refém do silêncio, idênticas vidas
Lembrança e saudade, as nossas amigas.

Quinquênios amargos de pura saudade
Do sabor de um dia, um amor de verdade
Ao som de uivantes ventos de outono,

Pérolas foram de um distante passado
Em ambos o amor  jamais fora anulado
Somos nós passado, presente e futuro.

Wagney Hipolito 10/03/2015

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Os passos que você quer

Per la lettura in lingua italiana, clicca qui:
I passi che vuoi


Nao há mais palavras
Para dizer aquilo que eu gostaria
Fazendo chegar até você um instante de luz
Portadora do conhecimento.
Talvez a minha è uma forma errada de amar
Mas a idéia de te ver sofrendo
Alimenta o meu medo
Corro o risco de não ser mais um amigo seu
Alguém que você pode confiar
Se tento ainda mais explicar
A minha experiência
Onde uma distância nos separa.
Vozes de um tempo me advertem
E o faz também a realidade que eu conheço
Você está se transformando
E continua em meu peito
Uma dor porque me obriga
A aceitar aquilo que não quero.
Nesse momento percebo que ainda somos iguais
Porque cada geração carrega consigo
O desejo de um mundo feito para nós.
Aprendi um dia a te amar
Mas ainda não estou preparado para me separar de você
Já fiz muita estrada
E vejo que tem muita coisa
Que não conheço, que não entendo
Não posso seguir dois percursos
Você já está grande
E a tua estrada é voce que a deve percorrer
E lá colocará em prática toda a teoria
Através de risadas  e soluços

Paro por aqui
E vou esperar para conhecer as tuas experiências
Para viver os teus momentos de alegria
E ser amigo nas horas ruins

Enquanto você faz tua estrada
Lembre-se
Que eu te quero bem.
Wagney Hipolito 17/02/2014

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Movimento dos corpos

Per la lettura in lingua italiana, clicca qui: 
Moto dei corpi

Como uma partícula
Da população
Eu sou
Dentro de mim um núcleo
De onde me alimento de energia positiva
Para viver
E combater, neutralizando,
Aquelas negativas
Que giram ao nosso redor.
Nem sempre fui assim
E sofria muito
Vivia ilusões
Colhidas no externo
Depois de tanto tempo procurando
E de tantas lágrimas derramadas
Encontrei a paz dentro di mim
Aprendi a conviver com meu eu
E a conviver com o mundo
Agora sou eu que me comando.
Tantas mudanças
Sem nunca deixar de amar
Porque o amor não é um ponto de chegada
Mas um ponto de partida
E o meu núcleo é cheio de amor.
Estou feliz.
Nao busque entender ou ver
Esse meu núcleo, não te levarà a lugar algum
Prove a sentir o teu
Preste atenção ao que deixe
E ao que coloque lá dentro
Porque é de lá que vem você mesmo.
Talvez você vai chorar
Não tenha medo de chorar
O choro purifica teu núcleo
E melhora a tua visão
Você tem de querer as mudanças,
Mas não é o suficiente,
É necessário o agir
E para agir, é necessário o amor
Quando você alcançar tal ponto,
Você se sentirá renascido
A redescobrir o mundo
E os seus conceitos.
Creio que naquele dia você vai rir
Ao perceber quanto tempo
Você corria atrás a banalidades
Entenderá que não é o aspecto físico
Que nos torna diferentes, talvez antes
Mas não neste nível
Entenderá que é necessário muito pouco
Para um sorriso
Mas muita coragem para aceitá-lo
Entenderá mais facilmente os outros
E não sentirá a mesma necessidade
De querer ser entendido
Entenderá que vale muito mais o anonimato
Que medalhas penduradas no peito
Não posso te dizer tudo, porém
Deve descobrir coisa te espera
Você pode ficar onde está agora,
Junto às tuas dúvidas,
Ou pegar a estrada
Onde a natureza dos tuas ligações
Será compreensível.
Paro por aqui
Agora é com você.

Wagney Hipólito 02/01/2014

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O relógio do mundo

Per la lettura in lingua italiana, clicca qui: 
L’orologio del mondo

Tic tac
E outra vida se foi
Por culpa do homem
Que não encontra mais tempo
No munda da pressa
Para salvar uma vida

Tic Tac
Era uma avó
Que tinha um filho
Que hoje sente a falta dela
Mas que um dia não se importou
Com os prantos da mãe

Tic tac
E ou vida se foi
Porque alguém andava veloz
E nem olhou para trás,
Estava com pressa,
O homem chorava ao chao
O homem morria
Se lembrava dos seus pequeninos
Que em casa esperavam seus beijos
Aquele homem não voltou a casa

Tic tac
O mundo continua
Não para ele
Que tira sua vida
Em seu quarto
Era alguém normal,
Como tantos outros normais
Que perderam o trabalho,
E se encontrou
Diante ao abismo
Dos gastos necessários
À sua sobrevivência
Onde o sistema nao funciona
Igual para todos

Tic tac
A moça não está mais aqui
Tentou fazer sua vida
Seguindo os sonhos
Criados pela televisão
Cirurgias estéticas
Amantes famosos
Telejornais
Fotos sospeitas
Encontrada no hotel
Sem vida
Assassinada? Ainda não se sabe
Vamos esperar o telejornal
Era uma menina
Que sonhava uma vez
Hoje vitima e banquete da mídia

Tic tac
Pobre menino
Que ficou no carro
Debaixo do sol ardente
O papai não voltou
Alguns dizem
Efeito do stress
Eu, isso, chamo omicídio

Tic tac
Tem um cachorro que grita
Vai de lá e de cá
E pessoas que riem
E dão chutes
No pobre animal
Ele se dizem homens
Para mim, são vermes

Tic tac
O mundo continua
Aquilo que acontece
Se repetirá
Depende porém
Daquilos que ensinamos
Aos nossos filhos

Tic tac...

Wagney Hipolito 07/08/2013


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Amor vivaz


Quisera eu poder agora
Tornar aos tempos de outrora
Onde eu não era solitario
E tinha os beijos de tua boca

A minha pele te reclama
Meus pensamentos me consolam
Meu corpo todo por ti brama
E já nao contam mais as horas

Para te ter em meus abraços
Afagando os teus cabelos
Mostrando todo o amor
Que por ti queima em meu peito

A luz se apaga em meu quarto
A escuridão nao me apavora
Tenho as lembranças de outrora
E um futuro adiante.
Wagney Hipolito, 05/08/2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O ar do amor

Per la lettura in lingua italiana, clicca qui:
L'aria dell'amore

Se eu tivesse medo de te amar
Por pensar que um dia poderias ir embora
Ou porque poderias me ferir
Então não seria amar
Se eu tivesse medo de te amar
Por não querer renunciar
À minha liberdade
Então eu seria somente um egoísta
Que ainda não entendeu nada sobre o amor.
Porque o medo existe somente
Quando se espera algo em troca
E se teme quando isso não acontece.
Um dia eu vi uma árvore numa montanha
E fiquei lá a observá-la
Tudo a atacava fortemente
O vento, a chuva, o sol
Não há ninguém para cuidar dela
Isso, porém, não a impede de produzir
Mas é a natureza dela! Pode dizer alguém
Sim, é verdade
Mas o amor também faz parte da natureza do homem!
E por que não conseguimos agir como essa árvore?
Amar mesmo no sofrimento, na dor,
Amar mesmo que recusados, mesmo que distantes
E não podemos estar pertos
Mesmo que machucados
E, principalmente,
Amar mesmo que jamais entendamos quem amamos
Ou se jamais sejamos entendidos.
Descobri, assim, que te amo
E que não quero nada em troca
Porque já sou feliz
Descobri que te amando
Estou melhor que antes
Sem ti
Voltarei à vida de outrora
Mas ainda te amarei
Porque depois que o amor começa a jorrar
Não o podemos mais parar
Se a pessoa amada não está perto
O amor não poderá ser versato
Mesmo que continue a jorrar.
De qualquer forma
O amor não pode se tornar um fardo
Para nenhuma das duas partes
O amor une
Sem correntes
Funde um ao outro
Sem tirar ou cobrir
A personalidade
As diferenças são adicionadas
Para completar um ao outro,
Como a árvore e o mundo,
Não para dividí-los.
Eu te amo e respiro,
Eu sei que respiro e te amo!
Wagney Hipólito 01/08/2013

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Descoberta

Per la lettura in lingua italiana, clicca qui: 
La scoperta

(entre o novo e o velho mundo)

Pensei que já havia provado tudo
Em relaçao ao amor
Que todo o meu sentimento vivido
Fosse o máximo alcançável
Na verdade, hoje, somente hoje
Eu sei
Que nao muito eu sabia
Sobre esse sentimento
Era tudo teoria
Conjecturas
Era talvez uma dedicaçao
Da minha parte
Era, talvez, somente uma escolha
Um investimento
Que frutos bons me trouxe
Junto, porém, a muitas dores
Dores essas que me envelheceram
E me trouxeram conhecimento
Hoje,
Somente hoje posso entender
O que por mim passou
As dores que senti
O universo em que vivi
Era como uma escola,
Um curso
Que eu deveria frequentar
Só o futuro pode nos trazer respostas
Hoje presencio um amor diferente
Um amor que nao exige de mim esforços
Um amor sem cobranças
Um amor que nao me fere
Nao me despedaça
Nao me destrói
Um amor que me completa,
Que me preenche
Que nao me amedronta
E que me dá, sim, coragem
Para prosseguir
E fazer planos para mim e ti.
Hoje, somente hoje
Pude ter o prazer de ter a felicidade
Como companheira constante
Pode ser que tudo acabe
De repente
Somos humanos
Mas uma cicatriz
Permanecerá aos olhos de todos:
Um sorriso feliz estampado em meu rosto
Simbolizando as marcas
Da nossa felicidade.

Wagney Hipolito 25/06/2013