segunda-feira, 13 de junho de 2011

Morte e Liberdade

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Morte e libertà 

Olho minhas mãos
Estão tremulas
A mente parece querer explodir
Em meu peito
Há uma pressão
Que me sufoca
E pelas narinas o sangue escorre
Meus olhos estão pesados
Ardem
As pupilas estão dilatadas
Minhas pernas
Não conseguem mais me suportar
Estou morrendo num canto
Alguns vêm me ver
Outros para me alimentar
Mas, uma grande maioria,
Tenta impedi-los,
E me chutam, me espancam
Colocam em mim uma mordaça
E me atiram pedras.

Hoje, ouvi que não me libertarão
E que meu fim está próximo..
Não espero mais a liberdade
Essa liberdade dos homens
Eu tenho a minha liberdade
Aquela proclamada no meu interior.

Ouço pegadas, alguém se aproxima
Está encapuzado
Nas mãos, uma lança
Que me atravessa o peito
Meu corpo explode de dor
Sinto uma pancada na cabeça

...

Uma escuridão me toma
E já não sou mais eu.
Em meu rosto
Deixei claro um sorriso
Um sorriso de liberdade
A alegria da vitoria
A alegria de não morrer
Mesmo sendo assassinado
Pois, por todo o sempre estarei presente
Sendo ressuscitado
A cada verso desvendado em minhas obras.
(Do fundo dos meus olhos. Hipolito Perone 2003.)

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