sexta-feira, 29 de março de 2013

O teu amor por mim

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Versos de um coração que me amou

Eu queria que tu soubesses
De todas as sensações que vivi
De todo o amor que senti
De toda a dor que em silêncio sofri
E o tanto que fui, mesmo assim, feliz!

Eu queria que tu soubesses
Que eu era imune ao calor do sol
E até mesmo aos pingos da chuva
Pois tudo no mundo parava
Quando eu estava perto de ti.

Mas longe de ti havia a dor
De uma saudade que cortava o meu ser
Além de uma imensa tristeza
Que me fazia chorar tua ausência.
E como eu chorava!

Ah, meu primeiro amor!
Ver-te renovava em mim a esperança
E eu contava os minutos para tal momento
E de longe te contemplava
Com medo de ser descoberta
Oh, quanta timidez!

Duas décadas de segredo
Só agora revelados
Não tive de ti um beijo sequer
Pois te amei sozinha, em silêncio.

Queria que tu soubesses
Não tenho arrependimentos
Sofri e chorei tanto
Mas fui feliz naquele tempo!

E queria que tu soubesses
Que guardo dentro do peito
As lembranças deste amor tão puro,
Do tempo da minha inocência
Que o tempo nunca pode apagar
E que a timidez me impediu de te dizer,
Mas que me ensinou a ter esperança
E a saber amar de verdade.
E, hoje, creio que è justo que saibas
Quão importante és tu para mim
E o amor que senti por ti.
Wagney Hipolito 05/02/2013

domingo, 24 de março de 2013

Quando nos encontrarmos

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Quando ci incontreremo

Chegará pois o dia
Em que todas as plavras ditas
Serão transformadas em realidade
E, naquele dia, alcançarei o ponto mais alto
Da minha felicidade
E dali terei visões que nunca pude ver
E sensações ainda não vividas
Contigo, então, dividirei tudo isso, ó meu amor,
E me deixarei levar por essas emoções!
Tu és como o sol a me dar força
E quanto mais próximo de ti eu conseguir chegar
Proporcionalmente aumentará a minha felicidade!
Naquele dia, erros e dúvidas não serão presentes
Pois serão abatidos pela força da união, do amor
E da maturidade
E cada passo que dermos
Será um caminho novo,
Uma nova descoberta
Para estes corações que se plasmarão,
Como única essência.
Ah, amada minha,
Deitar-te-ei em meus braços
De onde não desejarás sair
Porque te sentirás num porto seguro
Nos meus braços sentirás o amor 
Que ainda nao conheceste
O calor que ainda não sentiste
E a felicidade que pensavas não pudesse existir.
Wagney Hipólito 24/03/2013.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Quinze anos

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Quindici anni


Fecho os meus olhos e vejo o teu viso,

Doce menina,
Poucas palavras e um adeus
Distante quinze anos,
Minha última memória de ti.

Eu que um dia teus lábios beijei
Que um dia teu rosto toquei
Que um dia te protegi
dos dizeres dos outros
Quinze anos e não mais te vi.

Estradas diversas
Vidas distantes
Atitudes, decisões, consequências
Quinze anos sem ti.

Se me odiaste, não pude saber
Se me amavas, eu não percebi
Mas me é clara a imagem do teu rosto
No último dia em que te vi.

Sei que rosas virão na primavera
E que folhas cairão no outono
Quisera eu porém saber
Se um dia vou te ver novamente!

Wagney Hipolito 23/01/2013
 



segunda-feira, 11 de março de 2013

Alva flor

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Candido fiore


Na tua mocidade era eu presente

Lá onde o tempo é demais saudoso
O teu sorriso me ficou na mente
Como era belo vê-lo em teu rosto!

Alva flor que conheci tão pura
Ainda jovem, muito delicada
Fascinava-me a tua beleza
E teu perfume me inebriava.

Em meu jardim ficaste muito pouco
E em outro foste transplantada
Fui obrigado a ter-te assim distante
De longe às vezes eu te contemplava.

Hoje estamos bem mais que distantes
Nossas vidas, rumos diferentes
Mas se fecho os olhos só por um instante
Minh’alva flor, te és aqui presente!
Wagney Hipolito 22/02/13



sexta-feira, 8 de março de 2013

Pais que choram

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Lacrime al figlio

Por um minuto eu queria
Afagar novamente teus cabelos
Fazer-te um carinho, um cafuné
Sentir teu cheiro, por um minuto sequer
Só um minuto.
Ó, meu amado filho
Eis que a distância entre nós
É agora eterna
Meu amor por ti, porém, permanece
Onde está meu garoto?
Sinto tua voz e não te vejo
Vejo-te e não estás
Um minuto eu peço
Para olhar mais uma vez nos teus olhos
Para dizer que te amo
Para te dizer obrigado
Para chorar e sorrir em demasia
E concomitância
Ó meu filho, por quê?
Encontro-me, às vezes, com raiva
Do mundo, que não mais te tem
Dos teus brinquedos, que agora estão lá imóveis
Da janela, que é sem teu rosto
Da calçada sem os teus passos
É tudo saudade! É tudo sem ti!
Às vezes vejo em preto e branco.
Um minuto, meu filho, um minuto
E foste embora
Deixando-nos aqui sem o teu brilho
E tuas cores.
Levando contigo um pedaço do mundo,
Do meu mundo,
E de cada um de nós.
Tenho sono, sim
Também sede e fome
E a vontade de gritar bem alto teu nome
Incessantemente.
Uma lágrima me interrompe...
Um minuto
O relógio continua...
Aquele minuto nao volta
Menino, sinto a tua falta.
Wagney Hipolito 02/03/2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

Nossas reticências

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I nostri puntini 

Olhares que se incontram
Na praça
E se conhecem após uma caminhada.
Início
Daquilo que poderia ter durado
Mas que foi interrompido
Pela lâmina da incompreensão
E pela inexperiência
Da juventude.
A consciência de tudo
Chegou com a maturidade
E pode ser já tarde
Ou não, quem sabe?
De qualquer forma
São presentes na memória
As boas lembranças
Do pouco tempo compartilhado
E que escritas restarão
Nas pautas do coração.
Wagney Hipolito 12/02/2013