quarta-feira, 24 de abril de 2013

O coração, esse órgão desconhecido

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Il cuore, questo sconosciuto


Às vezes é tão dificil, é doloroso ter aquilo que desejamos e o intendimento do motivo pelo qual isso acontece foge à nossa percepção. Deparamo-nos frente à nossa incapacidade mortal e tão humana. É triste encontrar-se frente a um muro tão alto e saber que do outro lado se encontra aquilo que desejamos e que, para alcançá-lo, devemos escalar tal muro. Mas o desconhecido nos apavora! Sempre foi assim! Sabemos o que fazer, mas nao sabemos como, ou na maioria da vezes, o fato de ser um novo desafio, nos deixa fracos. É necessário ter paciência, saber que cada passo tem que ser dado separadamente,  um de cada vez. Porém, difícil é explicar isso ao coração. As coisas ruins nos marcam profundamente e as coisas boas, a essas nos apegamos com muita facilidade e a vontade de repeti-las e tê-las sempre conosco aumenta a cada fração de segundo, mesmo que nao percebamos. O coração nao é racional, nao obedece a métodos, imposições ou a modelos pré-estabelecidos. Muito menos se importa com as consequências daquilo que deseja, mas sabe sofrer, e me muito, quando nao conseguer realizar seus desejos. Parece inchar e ter no seu centro um grande espaço vazio, e trasmite muita dor ao seu portador. O coração parece possuir somente três sentimentos: desejar, demonstrar alegria ao realizar esse desejo e tristeza quando não o consegue, ou até mesmo aquela dor quando ele sente que não pode ter o que deseja, essa parte é quando o coração demonstra medo. O nosso corpo e o cérebro sao os reguladores dos desejos do coração, através deles percebemos as suas sensações e tomamos ou deixamos de tomar decisão em relação a elas. Tudo porém deve funcionar em perfeita harmonia, sempre na dose certa de razão e coração, também denominado emoção. Porém, jamais podemos impedir o coração de ter os seus desejos. Mesmo um coração ferido ou, se podemos dizer, seco, tem os seus desejos. Pois o coração é vida! E seu alimento é o amor, seja pelas coisas boas ou pelas ruins. !  Essa é uma diversidade em nós seres humanos, muitos amam coisas boas e muitos amam coisas ruins. O oposto tem sua função de nos orientar quanto ao caminho certo ou errado. O coração tem necessidade de amar, pois um coração que não ama, não vive!  Devemos saber gestir os desejos do coração, é verdade, mas não devemos jamais, sufocá-lo, impedindo a nós mesmos de provar sensações maravilhosas. O coração só sabe amar, não o culpemos por erros que cometemos, somos nós que cometemos os erros, somos nós que pensamos, nao o coração. Passemos a amar mais e a difundir o amor 
Wagney Hipolito, 23/04/2013