quarta-feira, 15 de maio de 2013

Amar e-ter-na alma

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Amare 

Um dia ouvi
Que solidão nao é estar só
E, sim, vazio
Através de ti
Constatei a veracidade disso
Sinto fraco o meu peito
Não ouço as batidas
O ar pouco me vem
A mente cansada
Ainda reflete a tua imagem
Meu corpo gelado
Sente a tua falta.
Estou sumindo a cada minuto.
E tu vives
Parece que não te importas.

Só uma decisão me resta.

Com uma faca na mão
E os olhos inchados de tanto chorar
Corto o pedaço do meu coração
Onde gravado está o teu nome
Ele sangra, mas é preciso seguir
Seguir as gaivotas até outras terras
E tu ainda me persegues
Na memória

Tenho medo.

Tenho medo de que ela
Escreva novamente o teu nome
Em meu coração.
Não aguentaria outro corte.
Abstenho-me de tudo
O que me faz lembrar de ti
Tudo em vão.
Vejo-te no sol, na lua, nas flores,
Nas músicas que ouço
E nos sonhos que tenho.
Continuo sumindo.
Preciso ser forte para me afastar de ti
Mesmo que a morte seja a consequência.
E, se isso ocorrer,
Sei que nos derradeiros minutos
Da minha sofrida vida
Estarei pronunciando o teu nome
Revivendo as boas lembranças
E agradecendo a Deus
Por ter te amado sempre.
(Do fundo dos meus olhos. Hipolito Perone, 2003.Revisitada)

Um comentário:

  1. Um rei nunca perde sua majestade. Tive o prazer de lê-lo no livro que a Vivi adquiriu. Sensacional! Parabéns!!

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