quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Manhã indecisa

A manhã de hoje me lembra as pessoas. É estranha e cheia de dúvidas, com mudanças contìnuas. Às vezes quente, às vezes fria. Enquanto limpo o piso do jardim, reflito. É realmente interessante a quantidade de pensamentos que giram pelo nosso cérebro enquanto fazemos algo que não requer tanta concentração. Várias vezes acontece de parar por um instante e me perguntar: “__Como foi que cheguei até esse pensamento?” E começo a voltar nos pensamentos até encontrar a ligação entre eles, e percebo a facilidade que temos em sair de um discurso ou pensamento principal a um secundário e neste permanecer. São como pequenas portas que abrimos, seja quando pensamos sozinhos ou falamos com alguém, por elas entramos e passamos novamente por outras que lá dentro encontramos. Somente então podemos perceber que é possível encontrar infinitos dentro de mundos pequenos. Um relógio possui somente sessenta números para uma determinada função, mas entre um número e outro existe uma infinidade de números, assim como as horas podem ter uma infinidade de significados de acordo com a percepção ou sentimento de cada pessoa. Gosto muito dos diálogos que tenho comigo. Sinto um silêncio que me acalma. 
A limpeza termina e a reflexão é interrompida. Um respiro. Um sorriso. Uma tranquilidade. Agora é partir para outra tarefa, outro encontro com a reflexão.